A insuficiência mitral é o fechamento inadequado da válvula mitral, localizada entre o átrio e o ventrículo esquerdos, o que permite que parte do sangue reflua de volta para o átrio a cada batimento, em vez de seguir seu caminho normal para o corpo. Pode ser causada por degeneração da própria válvula (mais comum com o envelhecimento), por dilatação do coração em quem já tem alguma cardiopatia, ou por doenças reumáticas.
Sintomas
Formas leves costumam ser assintomáticas e descobertas por acaso, muitas vezes através de um sopro no coração identificado em consulta de rotina. Quando o refluxo é mais significativo, os sintomas incluem falta de ar aos esforços, cansaço, palpitações e, em casos avançados, sinais de insuficiência cardíaca, como inchaço nas pernas.
Graus de gravidade
A insuficiência mitral é classificada, pelo ecocardiograma, em leve, moderada ou importante (grave), de acordo com a quantidade de sangue que reflui a cada batimento. Essa classificação, junto com os sintomas e o tamanho do coração, orienta diretamente a decisão entre apenas acompanhar ou indicar tratamento.
O que mudou no tratamento: além da cirurgia tradicional (reparo ou troca valvar), hoje existem técnicas minimamente invasivas por cateter — como o MitraClip — que permitem tratar a insuficiência mitral sem cirurgia aberta, especialmente indicadas para pacientes de risco cirúrgico mais elevado.
Quando tratar
A decisão de tratar depende da gravidade do refluxo, da presença de sintomas e do impacto sobre o tamanho e a função do coração ao longo do tempo — mesmo pacientes sem sintomas podem precisar de intervenção se houver sinais de que o coração já está sendo sobrecarregado pelo problema.
Perguntas frequentes sobre insuficiência mitral
Insuficiência mitral leve precisa de tratamento?
Na maioria das vezes não, apenas acompanhamento periódico com ecocardiograma para monitorar se o grau se mantém estável ao longo do tempo.
Toda insuficiência mitral precisa de cirurgia?
Não. Muitos casos leves a moderados nunca chegam a precisar de intervenção. Quando o tratamento é indicado, hoje existem opções que vão além da cirurgia aberta tradicional, incluindo técnicas por cateter em casos selecionados.
Posso fazer atividade física com insuficiência mitral?
Depende do grau e dos sintomas — casos leves geralmente não têm restrição, enquanto casos mais avançados precisam de orientação individualizada do cardiologista antes de exercícios intensos.
Insuficiência mitral tem relação com febre reumática?
Sim, a febre reumática, mais comum em quem teve infecções de garganta por estreptococo não tratadas na infância, é uma causa relevante de doença valvar mitral, especialmente em países onde ainda é mais prevalente.